sábado, 14 de dezembro de 2019

Marcial - 3 Epigramas

Sem muita disposição para blablablá, aqui vão 3 epigramas de Caio Valério Marcial que, todos eles um tanto "pesados"... O texto que uso é o de D. R. Shackleton Bailey para a Loeb, e são todos os poemas de marcial que lembro de ter traduzido, com exceção de um fragmento que hipoteticamente cita um poema de Augusto César. Também gostaria de comentar que não vou fazer uma nova postagem para os versos 7-10 de Astronômica de Manílio, de modo que podem acessar meu post anterior para ler os 10 primeiros versos, de modo que os 4 finais são a dedicatória do poema. Há em português uma tradução em prosa de Marcelo Vieira Fernandes (aqui), feita como tese na USP em 2006.



Marcus Valerius Martialis - Liber I.
73
Nullus in urbe fuit tota qui tangere vellet
uxorem gratis, Maeciliane, tuam,
dum licuit: sed nunc positis custodibus inges
turba fututorum est: ingeniosus homo es.

Liber II.
62
Quod pectus, quod crura tibi, quod bracchia vellis,
quod cincta est brevibus mentula tonsa pilis,
hoc praestas, Labiene, tuae - quis nescit? - amicae.
cui praestas, culum quod, Labiene, pilas?

Liber VI.
37
Secti podicis usque ad umbilicum
nullas reliquias habet Charinus,
et prurit tamen usque ad umbilicum.
o quanta scabie miser laborat!
culum non habet, est tamen cinaedus.




Marco Valério Marcial - Livro I.
73
Ninguém na terra iria querer ter,
Nem grátis, tua mulher, Meciliano,
Quando podiam, mas com grandes guardas
Todos a estão fodendo: sábio humano.

Trad: Raphael Soares

Livro II.
62
O peito, a perna tua, o braço então depila,
E bem curtinho apara os pelos da tua pica,
(Quem não sabe?) fazeis p'ra agradar tua menina.
Mas para quem, Labieno, o cu então depilas?

Trad: Raphael Soares

Livro VI.
37
O teu buraco afunda até o umbigo,
Carino, e sombra alguma dele resta,
E ainda tens coceira lá no umbigo.
Ó misero e doloso o teu labor!
Não tens mais cu, e ainda és um puto.

Trad: Raphael Soares

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